ONCOGENÉTICA

A oncologia é um dos campos da medicina que mais evoluiu nos últimos anos, tanto do ponto de vista diagnóstico como, e ainda mais, na efetividade terapêutica. A oncogenética é o campo da genética que estuda a biologia molecular dos tumores. Uma das principais evoluções é o advento da utilização da terapêutica alvo nas neoplasias, isto é, o uso de medicamentos direcionados para os pacientes portadores de determinadas variantes genéticas, dado que a efetividade terapêutica está relacionada à oncogenética. A avaliação genética na oncologia ocorre no DNA dos tecidos tumorais, denominada análise somática; ou na pesquisa de variantes germinativas nas neoplasias hereditárias, cerca de 5% a 10% dos casos.

A DASA apresenta sua abordagem para avaliação de cânceres hereditários baseada na utilização de painéis NGS alvo -específicos como a melhor metodologia, por acreditar que a solicitação do exame adequado depende de um contexto clínico específico.
Nessa perspectiva, acreditamos que nem sempre o maior (exoma) é o melhor (sequenciamento alvo -específico) porque cada base necessita ser lida várias vezes (>70x) para a obtenção de uma chamada de variantes adequada. Para classificação de variantes e interpretação clínica de cada caso a integração de nossa equipe multidisciplinar formada por geneticistas moleculares, bioinformata e médicos geneticistas é fundamental. Nesse sentido, estabelecemos uma parceria com empresa especializada em bioinformática (Sophia_Genetics) garantindo a qualidade e o uso de algoritmos específicos para a chamada de variantes.

Cânceres de Mama e Ovário Hereditários (HBOC)

Diversos estudos clínicos estabeleceram ao longo das últimas décadas uma relação entre determinados genes e a predisposição a tipos específicos de câncer. A associação entre mutações germinativas nos genes BRCA1 e BRCA2 e a predisposição ao câncer de mama e ovário hereditário (HBOC) ficou clara, tendo sido esse o marco para o início de testes genéticos preditivos. Mutações nos genes BRCA são responsáveis por cerca de 5% dos cânceres de mama e 10-15% dos cânceres de ovário. Além da HBOC são hoje descritas mais de 300 diferentes síndromes de câncer hereditário. O fenótipo típico de uma família com HBOC é constituído por múltiplos casos de cânceres de mama e/ou ovário em mulheres ou mesmo em homens, câncer de próstata, estomago, pâncreas dentre outros. Entre as pacientes com história de HBOC, 20-30% apresentam mutações em BRCA1/2. De fato, cerca de 60% dos pacientes onde a suspeita de hereditariedade é grande são negativos para mutações em BRCA1/2.

Outras Síndromes de Predisposição Hereditária ao Câncer de Mama

Mutações em outros genes associados a Síndromes familiares em que a incidência de câncer de mama se encontra aumentada são responsáveis por 5% dos CMF. Nessas Síndromes o câncer de mama não é o fenótipo primário observado. Famílias com Síndrome de Li-Fraumeni apresentam câncer de mama em idade precoce. Ocorrência de câncer de mama, idade ≤ 35 anos e negatividade para mutações em BRCA sugerem a investigação de mutação no gene TP53. Outros genes associados a Síndromes familiares são: CDH1(câncer gástrico difuso hereditário) , PTEN (Síndrome de Cowden ) e STK11 (Síndrome de Peutz-Jeghers).

Correlação Fenótipo e Genótipo nas Síndromes de Predisposição Hereditária ao Câncer de Mama

Fenótipo Genótipo
Câncer de mama triplo-negativo e idade ≤ 60 anos BRCA1/2
Câncer triplo positivo e idade ≤ 35 TP53 e Síndrome de Li-Fraumeni.
Câncer de mama do tipo lobular, com história familiar para câncer gástrico CDH1
Câncer de mama associado a lesões mucocutâneas, macrocefalia,
câncer de endométrio ou câncer de tireoide papilífero ou folicular
PTEN

Fenótipos sobrepostos e análise molecular com painéis de genes

A identificação de outros genes, de penetrância moderada, que atribuem suscetibilidade aumentada ao CMF auxiliam na determinação do risco familiar para HBOC. Alguns desses genes resultam em fenótipos sobrepostos e portanto podem estar alterados em diferentes tipos de cânceres. Nesses casos indicamos o uso de painéis que incluam genes de alta e moderada penetrância , cuja alteração é subjacente a diferentes tipos de câncer (ovário, mama, endométrio, cancercolorretal, pâncreas e melanoma) é indicado.

Painéis multigenicos foram desenvolvidos para várias condições clínicas. Os seguintes painéis NGS para cânceres hereditários serão disponibilizados:

  • PAINEL BRCA1/2
  • PAINEL MAMA HEREDITÁRIO ALTO RISCO - 6 genes
  • PAINEL DE MAMA E OVÁRIO HEREDITÁRIOS - 22 genes
  • PAINEL PARA SÍNDROME DE LYNCH (HNPCC) - 5 genes
  • PAINEL PARA CÂNCER COLORRETAL COM POLIPOSE - 3 genes
  • PAINEL DE CÂNCER COLORRETAL EXTENSO - 10 genes
  • PAINEL DE CÂNCER HEREDITÁRIO COMPLETO - 27 genes
  • TARGETONE PAN CÂNCER – SOMÁTICO – 52 genes
Imagem oncogenética

TARGET ONE PAN CÂNCER

A solução diagnóstica para tumores sólidos

A GeneOne traz aos médicos a solução mais completa, com o melhor custo-benefício do mercado, para o diagnóstico de alterações moleculares fundamentais para orientação terapêutica, determinação de prognóstico e também adequada definição diagnóstica de tumores sólidos.

O teste TARGET ONE PAN CÂNCER, é nosso nome comercial para o teste Oncomine Focus Assay, da Thermo Scientific, um teste integrado de Sequenciamento de Próxima Geração (NGS) para detecção rápida e simultânea de mutações pontuais, pequenas inserções e deleções, variação no número de cópias (amplificações) e rearranjos (fusões) em 52 genes com relevância terapêutica. TARGET ONE foi concebido para a detecção de mutações pontuais em 35 genes, amplificações em 19 genes e fusões (drivers) em 23 genes (veja a figura).

Clique nas tabelas abaixo para visualizar em tamanho real

Tabela oncogenetica
Tabela oncogenetica

Com a evolução da medicina e da genômica, cada vez mais descobrimos que dentro de um mesmo grupo de tumores (câncer de pulmão e câncer colorretal, por exemplo) existem muitos subtipos moleculares, com patogênese, prognóstico e muitas vezes com tratamentos diferentes.

O teste TARGET ONE também tem grande utilidade na detecção de alterações moleculares associadas à resistência de inibidores de tirosina quinase, orientando assim a mudança de tratamento. A importante redução do tamanho das amostras disponíveis para diagnóstico e definição de fatores prognósticos e preditivos, decorrentes do desenvolvimento de novas técnicas de intervenção como as biópsias guiadas por TC, por endoscopia endobrônquica (EBUS) ou esofágica (EUS), fez com que o patologista desenvolvesse um cuidado especial na manipulação desses tecidos. Uma grande vantagem do teste TARGET ONE é que ele necessita de uma quantidade muito pequena de tecido para fornecer todas as informações moleculares decisivas para a escolha terapêutica.

A análise dos dados obtidos no teste TARGET ONE é feita com o software Ion Reporter, que usa o banco de dados Oncomine Knowledgebase, que, além de detectar as alterações genéticas encontradas no tumor, provém informações importantes acerca da sensibilidade a drogas de acordo com as alterações moleculares encontradas para diferentes tipos de tumores. Além disso conseguimos informar aos médicos, nos casos de drogas ainda não aprovadas no Brasil, quais estudos clínicos estão abertos no Brasil e no mundo.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA A REALIZAÇÃO DO TESTE

  • Tempo de entrega do resultado: 10 dias úteis;
  • Pedido médico solicitando o teste TARGET ONE (obrigatório);
  • Cópia do laudo anatomopatológico (obrigatório);
  • Bloco de parafina da amostra tumoral (obrigatório);
  • Lâminas coradas com hematoxilina e eosina (desejável).